Uma conversa sobre como alguém está pode começar de um jeito simples.
O mais importante é demonstrar interesse genuíno e criar um espaço em que a
pessoa não se sinta pressionada a responder de determinada maneira.
Se a resposta for "tô bem", mas algo fizer você perceber que talvez não
esteja, pergunte de novo.
Não é preciso insistir de forma invasiva. É possível demonstrar que você
está disponível a deixar a pessoa escolher quando e como dividir com você.
Quando alguém decide falar, nossa primeira reação pode ser tentar encontrar uma solução. Mas nem sempre é disso que a pessoa precisa naquele momento.
Às vezes, ela precisa primeiro ser ouvida sem julgamento.
Ouvir, validar o que a pessoa está sentindo e respeitar seu tempo são formas importantes de oferecer apoio.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda encontrar um momento adequado,
ouvir e deixar claro que você está disponível.
Às vezes, a tentativa de ajudar acaba fechando a conversa. Frases que parecem
incentivo podem fazer a pessoa se sentir incompreendida, culpada ou pressionada.
Evite falar:
Cada pessoa sente de uma maneira. Comparar, minimizar ou oferecer soluções
prontas pode afastar justamente quem decidiu se abrir. Antes de responder, tente
ouvir o que a pessoa está dizendo.
NEM TODA CONVERSA PRECISA TERMINAR
EM UMA SOLUÇÃO. MAS ALGUMAS PRECISAM
CONTINUAR COM AJUDA ESPECIALIZADA.
Se o sofrimento é intenso, persistente ou começa
a interferir na rotina, nos relacionamentos ou na
capacidade de realizar atividades importantes, é
preciso incentivar a busca por profissionais. O
Ministério da Saúde (MS) aponta, entre os sinais
de atenção, alterações persistentes como triste-
za, isolamento, dificuldade de sono, cansaço in-
tenso e ansiedade frequente.
QUANDO A CONVERSA
É URGENTE
não quer mais viver,
que gostaria de morrer
ou falar sobre suicídio,
não mude de assunto
nem tente minimizar.
Pergunte diretamente se ela
está pensando em tirar a
própria vida. Falar sobre
suicídio não aumenta o risco.
Pelo contrário, uma pergunta
direta e acolhedora pode ajudar
a pessoa a se sentir
compreendida e abrir espaço
para falar sobre o que está
vivendo.
Às vezes, perguntar é o
primeiro passo para acolher.
Em uma situação de risco
imediato:
*Permaneça com a pessoa.
*Procure ajuda de emergência.
*Acione alguém de confiança.
Para conversar e receber apoio
emocional, o CVV atende pelo
188, gratuitamente, 24 horas
por dia, em todo o Brasil.
ESTAR PRESENTE TAMBÉM É UMA FORMA DE CUIDAR.